segunda-feira, 1 de julho de 2019

Livro publicado: Politicas Educacionais no Estado de Pernambuco


Acaba de ser publicado em formato e-book com acesso gratuito pela Editora da UFPE o livro Politicas Educacionais no Estado de Pernambuco, organizado por Ana Lúcia Felix dos Santos; Edson Francisco de Andrade e Luciana Rosa Marques. O livro é resultado de pesquisas realizadas pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPE - Linha de Pesquisa Política Educacional, Planejamento e Gestão da Educação.

O livro envolve 11 capítulos com resultados de mais de uma década de pesquisas. O Grupo de Pesquisa GESTOR - Pesquisa em Gestão da Educação e Políticas do Tempo Livre, liderado pelo Professor Jamerson Antonio de Almeida da Silva e por mim, contribuiu com os seguintes capítulos: Avaliação educacional e qualidade da educação básica em Pernambuco, p. 79, Maria Lucivânia Souza dos Santos e Katharine Ninive Pinto Silva; Os desafios para o trabalho docente na rede estadual de Pernambuco: as armadilhas da política educacional centrada na avaliação por resultados, p. 140, Katharine Ninive Pinto Silva; Pedro Henrique de Melo Teixeira e Emanuelle de Souza Barbosa; Reformas no Ensino Médio pernambucano e as “modernizações-restauradoras” na rotina do trabalho docente, p. 170, Jamerson Antonio de Almeida da Silva; John Mateus Barbosa e Valéria Lima Andrioni Benittes; Escolas de Referência em Ensino Médio: uma análise do Programa de Educação Integral em Pernambuco, p. 202, Edima Morais e Jamerson Antonio de Almeida da Silva.

Considerando a dimensão no cenário nacional (e internacional) que as Políticas Educacionais no Estado de Pernambuco tomaram nos últimos anos, este é um livro que contribui para o debate crítico em relação à perspectiva de política pública adotada pela Rede Estadual de Pernambuco.

O acesso pode ser feito através do link: http://www.loja.edufpe.com.br/portal/spring/livro/detalhe/593

Recomendamos utilizar o Google Chrome e, ao clicar em visualizar, clicar o ícone Get Flash ou Executar Flash para poder abrir o livro.

Uma ótima leitura a todxs!

Katharine Ninive
1 de julho de 2019



sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Amor & Capital - uma leitura para fazer no bicentenário do nascimento de Marx


Katharine Ninive
23 de fevereiro de 2018

Impressionante o livro Amor e Capital - a saga familiar de Karl Marx e a história de uma revolução. De longe a melhor biografia que já li, inclusive porque, em uma tacada só, a biógrafa Mary Gabriel nos brinda com a biografia de Karl Marx, sua esposa Jenny Marx, suas três filhas, Friederik Engels e outras pessoas que conviveram direta ou indiretamente com esta família.

Com o rigor metodológico de uma biografia, cuja também impressionante metodologia é descrita no livro, a escrita tem um tom romanceado, garantido sobretudo a partir dos trechos das cartas trocadas entre os personagens, que revelam os aspectos reais e duramente vividos por eles, além dos sentimentos com que lidaram com esses aspectos. A questão histórica, a bibliografia disponível aos personagens, as questões da geopolítica, nada fica sem ser tratado no livro.

Amor e Capital não poderia deixar de destacar a principal luta de toda a existência de Marx, Engels, da família Marx e de outros companheiros históricos: a luta pela emancipação da classe trabalhadora. Em função disto, questões como a Comuna de Paris e a Greve dos Estivadores do Porto de Londres contra o trabalho intermitente (este que volta a ser possível no Brasil através da Reforma Trabalhista), assim como a criação da Internacional Comunista, recebem grandes destaques na biografia.

George Bernard Show disse sobre Marx:

"Ele realizou a maior proeza literária que um homem pode almejar. Marx mudou a consciência do mundo"

Mas não o fez sozinho. Em Amor e Capital o que mais emociona é perceber o quanto Engels e a família Marx foram fundamentais para esta proeza!

Impossível deixar de ler!

Manifesto em defesa do Ensino Médio Integrado e da Rede Federal de EPCT



Katharine Ninive
23 de fevereiro de 2018

Foi lançado, no último dia 20 de fevereiro de 2018, o Primeiro Manifesto de 2018 em defesa do Ensino Médio Integrado e da Rede Federal de EPCT. Ratificam este manifesto:

"Centenas de servidores públicos que atuam em todas as instituições da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica, denominados Grupo EBTT em Rede, coordenado por Sidinei Cruz Sobrinho; Grupo These - Projetos Integrados de Pesquisa UFF/UERJ/EPSJV - Fiocruz,, em Trabalho, História, Educação e Saúde, coordenado por Gaudêncio Frigotto, Maria Ciavatta, Marise Ramos, Eveline Algebaile, Lia Tiriba e Júlio Lima; Intelectuais Brasileiros; Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio e Sinasefe Brasília, Sinasefe Litoral de SC, Sintef Goiás e Goiano".

Neste manifesto são explicitadas as seguintes preocupações sobre os obscuros rumos da Rede Federal de EPCT diante da atual política e concepção de educação do MEC:


  • A afirmação pública da Secretária Executiva do MEC, recentemente cotada para assumir o Ministério, de que os Institutos Federais, assim como as Universidades, são insustentáveis;
  • Perfil do MEC favorável às privatizações;
  • Retomada de projetos antigos e já fracassados, como a Reforma do Ensino Médio que reproduz  a Reforma Capanema de 1942 e a Lei 5692/71, dos tempos da Ditadura Militar;
  • Cortes orçamentários e impedimentos de concursos públicos;
  • Escuta seletiva de IFs para a construção de projetos voltados para o Ensino Médio, ignorando o CONIF e o FDE.




quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

2018: bicentenário de Karl Marx



Katharine Ninive
21 de fevereiro de 2018

Neste ano de 2018 está sendo comemorado o bicentenário do nascimento de Karl Marx e a Boitempo nos presenteia com mais algumas publicações para compor a coleção Marx-Engels, como "O Capital para crianças", " Marx, uma biografia em quadrinhos" e se prepara para publicar a Tese de Doutorado de Marx: Diferença da Filosofia da Natureza de Demócrito e Epicuro. No seguinte link, um editorial do Blog da Boitempo comenta sobre esta publicação: Um Marx como você nunca viu - Link: https://blogdaboitempo.com.br/2018/02/16/um-marx-como-voce-nunca-viu/.


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Um cheirinho de alecrim ou uma luz de candeeiro pra atiçar nossos sentidos e nossa luta contra o cativeiro social



Katharine Ninive
20 de fevereiro de 2018

Erra feio quem pensa que arte e cultura não podem contribuir em nada para a reflexão crítica. Erra feio também quem cai na esparrela da indústria cultural de que a consequência é a causa, ou seja, o "péssimo" gosto musical da população, moldado por uma indústria do quanto pior melhor, é que geraria este tipo de indústria.

O desfile da Tuiuti teve o efeito de uma bomba na política e na cultura nacional e internacional, furando os obstáculos das instituições públicas e dos meios de comunicação brasileiros, numa capacidade de guardar informações de fazer corar de vergonha as nossas instituições, que tudo  vazam! Na segunda apresentação, mesmo com a redobrada censura política e mercadológica, o desfile não perdeu a majestade e continuou sambando na cara de todos aqueles políticos, empresários, banqueiros e mercadores da fé que dedicam todos os esforços para espoliar a população inclusive de sua alegria, de sua festa, de sua esperança e da capacidade de se emocionar.

O desfile da Tuiuti foi perfeito ao trazer fôlego novo pra esta população tão espoliada. De uma forma inesperada. Articulando, com fundamentação teórica, a escravidão de antes com as novas formas de escravidão a que estamos sendo progressivamente sujeitos, através da precarização do trabalho pela Reforma Trabalhista e através da ameaça da Reforma da Previdência que praticamente proclama a escravidão, assim como cantou a música O Samba do Crioulo Doido.

Como tentativa de reação para garantir uma saída pela direita para os golpistas, que não estão conseguindo alavancar nem a Reforma da Previdência e nem as intenções de voto, o exército é convocado e abre um portal dentro dessa frágil jovem senhora democracia, para um passado perigoso de um golpe civil-militar.

Um semelhante efeito Tuiuti ocorreu em plena Ditadura Militar brasileira, mas através da Revolução dos Cravos de Portugal, que derrubou a ditadura de Salazar, em 1974. Chico Buarque enxergou naquela Revolução a esperança por uma Revolução no Brasil e escreveu Tanto Mar, cuja primeira versão foi censurada no Brasil e gravada em Portugal:

Versão gravada em Portugal:

"Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente alguma flor
No teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera pá
Cá estou doente
Manda urgentemente algum cheirinho
De alecrim


Versão após a censura, lançada no Brasil só quatro anos depois, em 1978:

"Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente.
E ainda guardo, renitente
Um velho cravo para mim.

Já murcharam em tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente em algum
Canto de jardim.

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar.

Canta a primavera pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho
De alecrim!"

Para concluir, a linda letra do Samba Enredo da Tuiuti atualiza a nossa esperança de que é possível resistirmos. Com luta, com arte, com cultura, com educação, coletivamente:

Samba Enredo 2018 - Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?
G.R.E.S Paraíso do Tuiuti

"Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti, o quilombo da favela
É sentinela na libertação

Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé, e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê, Calunga, ê! Ê, Calunga!
Preto Velho me contou, Preto Velho me contou
Onde mora a Senhora Liberdade
Não tem ferro nem feitor

Ê, Calunga
Preto Velho me contou
Onde mora a Senhora Liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro Benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim, quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra a bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar, não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar, não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social!"

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Artigos publicados em periódicos

Atualizei as informações sobre os artigos que publiquei em periódicos na página Publicações deste blog. Publicações individuais ou em co-autoria com Jamerson Silva, Maria Lucivânia Santos ou Vanessa Cardoso Silva. Segue o link: https://katharineninive.blogspot.com.br/p/artigos-publicados-em-periodicos.html. Em breve farei nova atualização com as publicações previstas para 2018.

Dissertações de Mestrado para acesso de todos

Atualizei na página Orientações de Dissertações de Mestrado, deste blog, as informações sobre cinco trabalhos concluídos entre 2016 e 2017 nos Programas de Pós-Graduação em Educação Contemporânea (PPGEDUC/CAA/UFPE) e de Educação (PPFE/CE/UFPE). São pesquisas na área de Política Educacional, sobre o Ensino Médio Integral ou Integrado. O link direto para acesso a estas dissertações é o seguinte: https://katharineninive.blogspot.com.br/p/orientacoes-de-mestrado-concluidas.html. Em breve contaremos com a atualização de mais duas pesquisas que serão concluídas em 2018.

19 de fevereiro de 2018.

domingo, 1 de outubro de 2017

A hipocrisia do ser humano


O horror estampado
Na face e no face
Diante do horror
Da arte imitando a vida...
Enquanto a vida imita a arte
Num horror
Que incrivelmente arde
Mas que não incomoda
Aos olhos atentos
Da cegueira covarde!

Katharine Ninive

01 de outubro de 2017


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Chico Buarque de Holanda canta o sentimento humano e por isso ele me representa!

Katharine Ninive Pinto Silva
10 de agosto de 2017

Nos últimos tempos tenho escutado e lido algumas mulheres e homens de esquerda analisando as músicas de Chico Buarque buscando discordar da imagem deste como entendedor da "alma feminina" moderna. Por outro lado, um outro grupo vem criticando Chico Buarque pelos posicionamentos políticos dele em defesa do PT e de Lula. Particularmente continuo achando que Chico Buarque é um poeta do sentimento humano, com uma capacidade de falar das pessoas e das relações sociais, iniciando pelas questões mais existenciais, como em Roda Viva, por exemplo:

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá"

E como explica a situação da exploração do trabalho no nosso sistema capitalista e de como o trabalhador é visto pela sociedade, como em Construção:

"Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego"

E como falou de questões políticas, driblando a censura de uma Ditadura Militar, com versos que nos parecem tão atuais, como em Apesar de Você:

"Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
[...]
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa"

E daqueles sentimentos mais sensuais, sensoriais, sexuais, em O Meu Amor?

"O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada"

E daquela volta por cima que todos gostaríamos de dar quando o nosso amor nos diz que não nos quer mais, como em Olhos nos Olhos:

"Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais"

Ou daquele amor platônico e a esperança que nutrimos de que ele se torne real, mesmo que não seja necessariamente com a gente, como em Futuros Amantes:

"Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você"

Ou daquela esperança de que um amor doentio se torne um amor gostoso, sadio, livre, como em Todo o Sentimento:

""Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente

Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu"

E enquanto isso, continua atual a música Vai Passar:

"Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações"

Por fim, depois de tanta polêmica, acabei gostando da música nova de Chico Buarque, Tua Cantiga! Sobretudo porque ela bate de frente nos valores hipócritas dessa geração de brasileiros!




terça-feira, 30 de maio de 2017

A Revolução dos profesores de Porto Alegre



Contra mais uma Reforma Educacional nos moldes do empresariado, os professores de Porto Alegre reagiram à perspectiva de diminuição dos tempos das aulas e dos intervalos, definidos pela Secretaria Municipal de Educação. No processo assumido, contra atacam com desobediência civil a um decreto que consideram ilegal, por ferir a legislação brasileira no que se refere à não observância do princípio da gestão democrática.

A matéria de Jorge Barcellos, "A educação dos professores", veiculada no Le Monde Diplomatique Brasil (leia aqui) aprofunda a importância desse exemplo, em tempos de investida dos Reformadores Empresariais Brasileiros em todos os níveis de ensino.

E aqui concluo fazendo referência ao debate que Ístván Mészáros faz do tempo histórico:

“O modo historicamente único de reprodução sociometabólica do capital degrada o tempo porque a determinação objetiva mais fundamental de sua forma própria de intercâmbio humano é a condução irreprimível à contínua auto-expansão, definida pelas características intrínsecas a esse modo de intercâmbio societário como a necessária expansão do capital, alcançada na sociedade de troca apenas por meio da exploração do tempo de trabalho. O capital, portanto, deve tornar-se cego com relação a todas as dimensões do tempo diversas da dimensão relativa ao trabalho excedente explorado ao máximo e o correspondente tempo de trabalho" (2007, p. 33).

30 de maio de 2017

Katharine Ninive Pinto Silva
  

Livro sobre ideologia e educação em Gramsci



O livro Grilhões Invisíveis - As dimensões da ideologia, as condições de subalternidade e a educação em Gramsci (clique aqui), de Anita Helena Schlesener (publicações), publicado pela Editora UEPG, acaba de chegar às minhas mãos.

Compartilho a alegria desse momento em que vou começar a ler os estudos de Anita sobre a educação, através da mediação dos estudos de Gramsci, tratando dos seguintes temas: hegemonia e luta de classes; ideologia; linguagem; novas condições de subalternidade e educação no contexto da hegemonia, ideologia e da linguagem.

Essa é uma ótima leitura para todos aqueles que atuam e pesquisam na área de Educação, sobretudo para aqueles que se aproximam ou se interessam em conhecer a contribuição de Antonio Gramsci. Recomendo!

30 de maio de 2017

Katharine Ninive Pinto Silva


quinta-feira, 18 de maio de 2017

quinta-feira, 11 de maio de 2017

"É um tempo de guerra, é um tempo sem sol"

11 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva


A imagem acima é de um trabalhador do Maranhão, que trabalha em condições análogas à escravidão, condição que ainda nos tempos atuais permanece existindo no Brasil. 

Os assassinatos cada vez mais presentes de indígenas, trabalhadores do campo e quilombolas, em confrontos em torno das questões da demarcação de terras e dos interesses dos ruralistas, promovidos muitas vezes com apoio dos órgãos oficiais, motivaram o lançamento do Manifesto Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais e a Violência no Campo, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), durante a 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, em São Paulo, no último dia 5 de maio.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Reformas ou Desmontes?



09 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva


Reforma é uma palavra que tem como significado mudança no sentido de aprimorar algo...

Mas o que está sendo aprimorado quando se trata dessas reformas em curso? Acaso serão garantidas as condições de vida, de trabalho e de educação para as nossas e as futuras gerações? 

Não é isso que está em pauta. Se fosse, estaríamos tratando de uma reforma tributária, para taxar as grandes fortunas e não perdoando dívidas bilionárias de bancos e empresas que só fazem acumular lucros às custas da espoliação do trabalhador...

Isso sem falar na necessária auditoria da dívida que vem sendo constantemente vetada pelos nossos presidentes (legítimos e ilegítimos)...

HEGEMONIA E EDUCAÇÃO: No Teatro Poeira, Gaudêncio Frigotto denuncia o fa...

HEGEMONIA E EDUCAÇÃO: No Teatro Poeira, Gaudêncio Frigotto denuncia o fa...: Compartilho com os que acompanham o nosso blog mais um vídeo do Prof. Gaudêncio Frigotto. D urante um evento realizado no Teatro Poeira (R...

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Seis livros de tempos diferentes para refletirmos sobre o nosso tempo!

05 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva

Cada um desses livros vai lhe transportar para aspectos da realidade histórica que estamos vivendo nos dias atuais. Para alguns, o filme também é uma opção. Embora, mesmo assistindo o filme, recomendo a leitura anterior ou posterior do livro. 

1. O processo, e Franz Kafka


Este é um livro que, usando a linguagem própria do universo karkiano, aborda questões sobre o cotidiano da democracia burguesa, como o direito burguês, a burocracia, a polícia, a política e o drama psicológico de um bancário envolto em um processo que ele não tem a mínima ideia de qual a sua origem, nem qual será o desfecho. Ele muitas vezes se questiona se este processo de fato está existindo ou se é um pesadelo. Um livro muito interessante, com uma linguagem envolvente e surpreendentemente leve, diante do peso das questões que permeiam a narrativa. Como todo bom livro, gerou uma adaptação em filme. Mas nesse caso o livro é bem melhor!

2. Germinal, de Émile Zola



O autor, fundador do naturalismo literário, para escrever este livro, passou dois meses trabalhando e vivendo como mineiro na extração de carvão. No livro, Zola descreve, além do cotidiano dos mineiros, o princípio da organização política e sindical da classe operária, as primeiras greves, bem como as divisões já existentes entre marxistas e anarquistas. É um livro que vale a pena ler e depois assistir ao filme Germinal (parte 1 e parte 2), baseado na obra. Os dois são ótimos!

3. Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva



Nesse livro, o autor narra com uma linguagem ao mesmo tempo leve e profunda os desafios pessoais no processo de recuperação de um acidente que, como consequência, o deixou tetraplégico, ao mesmo tempo que narra um pouco do "desaparecimento" de seu pai, o deputado cassado e preso pela Ditadura Militar, Rubens Paiva, cujo paradeiro até hoje não foi totalmente esclarecido. Uma ótima leitura que também conta com um bom filme! Mas recomendo ler o livro primeiro!

4. Ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva


Neste livro, escrito 35 anos depois de Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva narra questões relacionadas à sua vida e à de sua família, revelando questões sobre a prisão e assassinato de seu pai pela Ditadura Militar, detalhando o processo político que levou ao Golpe de 1964 e os desdobramentos do mesmo na vida política brasileira. Mas a narrativa principal gira em torno de sua mãe e de sua luta contra o Alzheimer e, sobretudo os encontros e desencontros da mulher forte e lutadora, da mãe mãe atenciosa que não consegue se ausentar totalmente, mesmo quando não lembra nem mesmo quem é. Um ótimo livro e de uma atualidade histórica inegável!

5. Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago



Uma epidemia de cegueira diferente, em que as pessoas, de repente, começam a enxergar tudo branco, atinge um país. As pessoas, no seu cotidiano, de repente, ficam cegas. O governo resolve intervir colocando as pessoas infectadas em quarentena para evitar que a epidemia se espalhe cada vez mais.  De acordo com o autor "este é um livro francamente terrível". Segundo o autor, tentou dizer no livro "que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso". Tão bom quanto o livro, é o filme. Vale a pena ler e assistir!

6. Ensaio sobre a Lucidez, de José Saramago



Uma continuidade da narrativa iniciada no Ensaio sobre a Cegueira, agora a narrativa de Saramago irá perpassar um processo de "apagão cívico/democrático" que inviabiliza as eleições por falta de eleitores. Imaginem o problema que isso não vai causar para os governantes, ainda não recuperados da epidemia de cegueira que tomou conta do país anteriormente e que, assim como veio, se foi! Uma ótima leitura!

Vamos contribuir para essa lista? Mande um comentário sugerindo outras leituras sobre as questões que afligem a humanidade e que envolvem poder, exploração do trabalho e as agruras e miséria humana.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Parabéns à chapa Unidade Poli pela candidatura à Direção da EPSJV da Fiocruz

18 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva



A chapa Unidade Poli, formada por Marise Ramos, Adelyne Mendes, André Feitosa e Angélica Fonseca apresentou candidatura à Direção da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio 2017-2021, da Fiocruz- RJ. A chapa apresenta o seu projeto de gestão e conta com vários apoios importantes do cenário local e nacional. Estou tendo oportunidade de acompanhar esse processo mais de perto nas atividades do Pós-Doutorado que estou realizando sob a supervisão da professora Marise, no Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ e, como tal, integro o grupo de pessoas que apoiam esse projeto.

O resultado das eleições deram vitória à chapa concorrente, no entanto com grande votação para a chapa Unidade Poli (45% dos votos), que é mais um elemento fundamental para que possamos identificar a importância dessa candidatura e a representatividade de um projeto de escola, de formação e de relações. Só temos a agradecer a disponibilidade desta equipe e seus apoiadores para representar esse projeto na EPSJV da Fiocruz - RJ. A professora Marise Ramos assim relata o resultado dessas eleições:

"No dia 18/05/2017, quarta-feira, às 15:30, as urnas da eleição para a direção da EPSJV 2017-2021 foram abertas. O nome Marise começou a soar na apuração dos votos dos dois segmentos votantes, trabalhadores e estudantes. Inicialmente estranhei, pois somos Unidade Poli: Marise, Adelyne, Angélica e André Feitosa. São Unidade Poli também outros companheiros que ajudaram a fazer uma campanha ética, responsável, densa no conteúdo, leve nas relações, respeitosa com adversários. São Unidade Poli as pessoas que marcaram um "x" no segundo quadradinho das cédulas verdes e laranjas. Mas, ok! Muitos desses me disseram que eu os representava. Compreendi, então, porque meu nome era "cantado". Final da apuração: 45% para nós, 55% para a outra chapa. Sorri, me levantei e cumprimentei aliados e adversários. Obrigada, parabéns e boa sorte foram evocados em meio a apertos de mãos e abraços. Algumas manifestações destoaram em meio ao burburinho. Não entendi uma restrita comemoração eufórica e raivosa feita por alguém em um dado momento. Assim como não acolhi certas ironias pós-apuração. Afinal, o lema que orientou a elaboração de nossa proposta e a nossa conduta foi a Unidade. Tudo bem, a maioria do Poli não nos escolheu como dirigentes oficiais. Mas quase a metade, sim! Outras vozes, então ecoaram no Poli e reverberam na nossa candidatura! Essa é nossa vitória! Escutamos e falamos. Oferecemos nosso trabalho, nossa dedicação, nossa disposição e nosso conhecimento para uma escola que precisa ser forte. Essa oferta está viva, atravessada agora pelos afetos compartilhados na campanha! A escola saberá concluir sobre a escolha feita pela relativa "maioria". Nós saberemos conduzir nosso trabalho em coerência com os princípios que nos guiaram. Neste momento, quero agradecer o apoio e a confiança recebidos! Quero abraçar principalmente os estudantes. Esses que dão muito sentido ao nosso trabalho! Continuaremos juntos! Podem apostar! A educação profissional em saúde, no ensino, na pesquisa e na cooperação, como prática e lutas sociais, têm nosso compromisso renovado. Como serviço público, não poderá ser propriedade de nenhum grupo. Muito obrigada! É tudo o que quero dizer!" Marise Ramos




Todos os dados públicos de seu município em uma única plataforma de pesquisa

04 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva

Que tal uma plataforma que reúna todos os dados públicos disponíveis sobre cada um dos 5570 municípios brasileiros? 

Ela já foi lançada pelo Núcleo de Geotecnologias da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ):  PLATAFORMA DATAPEDIA - DADOS PÚBLICOS E OFICIAIS DE TODOS OS MUNICÍPIOS BRASILEIROS.

Mas use com moderação pois, "em se tratando de pesquisa, o mais provável é a única expressão que se pode utilizar" (Super Interessante, 2016). 
O golpe mais recente: inviabilizar as eleições de 2018

04 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva


Através deste ato da Presidência da Câmara dos Deputados, foi dada a largada para inviabilizar as eleições de 2018 que estão, de acordo com as pesquisas eleitorais recentes, revelando a possibilidade da eleição de Lula para Presidente da República.

José Saramago tinha razão quando disse, em entrevista para El Correo de Andalucia (2003) disse que: "O grande problema do nosso sistema democrático é que permite fazer coisas nada democráticas democraticamente". 

Assim, mesmo ainda estando pagando a conta (da compra de votos do nosso parlamento) pelas últimas vezes que os mandatos majoritários passaram de quatro pra cinco anos e de cinco para quatro anos com direito à reeleição, mais uma vez nos encaminhamos para uma nova mudança (um novo golpe) no nosso jogo eleitoral...
Governo golpista dissolve Fórum Nacional de Educação

04 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva



Através de mais um ato autocrático, o Governo Federal brasileiro dá um golpe na CONAE 2018 e, na prática, dissolve o Fórum Nacional de Educação. As entidades representativas dos segmentos que vêm construindo as Conferências Nacionais reagem com a nota de repúdio que pode ser acompanhada através do Blog Avaliação Educacional.

Nasce o VITA – Grupo de Pesquisa sobre Vida, Trabalho e Análise das Políticas Educacionais

É com grande satisfação que apresento o VITA – Grupo de Pesquisa sobre Vida, Trabalho e Análise das Políticas Educacionais , vinculado à Uni...