Chico Buarque de Holanda canta o sentimento humano e por isso ele me representa!
Katharine Ninive Pinto Silva
10 de agosto de 2017
Nos últimos tempos tenho escutado e lido algumas mulheres e homens de esquerda analisando as músicas de Chico Buarque buscando discordar da imagem deste como entendedor da "alma feminina" moderna. Por outro lado, um outro grupo vem criticando Chico Buarque pelos posicionamentos políticos dele em defesa do PT e de Lula. Particularmente continuo achando que Chico Buarque é um poeta do sentimento humano, com uma capacidade de falar das pessoas e das relações sociais, iniciando pelas questões mais existenciais, como em Roda Viva, por exemplo:
"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá"
E como explica a situação da exploração do trabalho no nosso sistema capitalista e de como o trabalhador é visto pela sociedade, como em Construção:
"Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego"
E como falou de questões políticas, driblando a censura de uma Ditadura Militar, com versos que nos parecem tão atuais, como em Apesar de Você:
"Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
[...]
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa"
E daqueles sentimentos mais sensuais, sensoriais, sexuais, em O Meu Amor?
"O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada"
E daquela volta por cima que todos gostaríamos de dar quando o nosso amor nos diz que não nos quer mais, como em Olhos nos Olhos:
"Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais"
Ou daquele amor platônico e a esperança que nutrimos de que ele se torne real, mesmo que não seja necessariamente com a gente, como em Futuros Amantes:
"Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você"
Ou daquela esperança de que um amor doentio se torne um amor gostoso, sadio, livre, como em Todo o Sentimento:
""Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu"
E enquanto isso, continua atual a música Vai Passar:
"Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações"
Por fim, depois de tanta polêmica, acabei gostando da música nova de Chico Buarque, Tua Cantiga! Sobretudo porque ela bate de frente nos valores hipócritas dessa geração de brasileiros!
Socialização de pensamentos, conhecimentos, notícias e estudos sobre Educação, Política e Cultura
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
terça-feira, 30 de maio de 2017
A Revolução dos profesores de Porto Alegre
Contra mais uma Reforma Educacional nos moldes do empresariado, os professores de Porto Alegre reagiram à perspectiva de diminuição dos tempos das aulas e dos intervalos, definidos pela Secretaria Municipal de Educação. No processo assumido, contra atacam com desobediência civil a um decreto que consideram ilegal, por ferir a legislação brasileira no que se refere à não observância do princípio da gestão democrática.
A matéria de Jorge Barcellos, "A educação dos professores", veiculada no Le Monde Diplomatique Brasil (leia aqui) aprofunda a importância desse exemplo, em tempos de investida dos Reformadores Empresariais Brasileiros em todos os níveis de ensino.
E aqui concluo fazendo referência ao debate que Ístván Mészáros faz do tempo histórico:
“O modo historicamente único de reprodução sociometabólica do
capital degrada o tempo porque a determinação objetiva mais fundamental de sua forma própria de intercâmbio humano é a condução
irreprimível à contínua auto-expansão, definida pelas características
intrínsecas a esse modo de intercâmbio societário como a necessária expansão do capital, alcançada na sociedade de troca apenas
por meio da exploração do tempo de trabalho. O capital, portanto,
deve tornar-se cego com relação a todas as dimensões do tempo diversas da dimensão relativa ao trabalho excedente explorado ao
máximo e o correspondente tempo de trabalho" (2007, p. 33).
30 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva
Livro sobre ideologia e educação em Gramsci
O livro Grilhões Invisíveis - As dimensões da ideologia, as condições de subalternidade e a educação em Gramsci (clique aqui), de Anita Helena Schlesener (publicações), publicado pela Editora UEPG, acaba de chegar às minhas mãos.
Compartilho a alegria desse momento em que vou começar a ler os estudos de Anita sobre a educação, através da mediação dos estudos de Gramsci, tratando dos seguintes temas: hegemonia e luta de classes; ideologia; linguagem; novas condições de subalternidade e educação no contexto da hegemonia, ideologia e da linguagem.
Essa é uma ótima leitura para todos aqueles que atuam e pesquisam na área de Educação, sobretudo para aqueles que se aproximam ou se interessam em conhecer a contribuição de Antonio Gramsci. Recomendo!
30 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva
quinta-feira, 18 de maio de 2017
HEGEMONIA E EDUCAÇÃO: As sirenes da história anunciam confrontos intenso...
Compartilhando!
HEGEMONIA E EDUCAÇÃO: As sirenes da história anunciam confrontos intenso...: Há pouco fiz uma postagem ressaltando a necessidade de as forças progressistas pautarem os crimes das organizações Globo (lei aqui). Isso ...
HEGEMONIA E EDUCAÇÃO: As sirenes da história anunciam confrontos intenso...: Há pouco fiz uma postagem ressaltando a necessidade de as forças progressistas pautarem os crimes das organizações Globo (lei aqui). Isso ...
quinta-feira, 11 de maio de 2017
"É um tempo de guerra, é um tempo sem sol"
11 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva
A imagem acima é de um trabalhador do Maranhão, que trabalha em condições análogas à escravidão, condição que ainda nos tempos atuais permanece existindo no Brasil.
Os assassinatos cada vez mais presentes de indígenas, trabalhadores do campo e quilombolas, em confrontos em torno das questões da demarcação de terras e dos interesses dos ruralistas, promovidos muitas vezes com apoio dos órgãos oficiais, motivaram o lançamento do Manifesto Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais e a Violência no Campo, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), durante a 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, em São Paulo, no último dia 5 de maio.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Reformas ou Desmontes?
09 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva
Reforma é uma palavra que tem como significado mudança no sentido de aprimorar algo...
Mas o que está sendo aprimorado quando se trata dessas reformas em curso? Acaso serão garantidas as condições de vida, de trabalho e de educação para as nossas e as futuras gerações?
Não é isso que está em pauta. Se fosse, estaríamos tratando de uma reforma tributária, para taxar as grandes fortunas e não perdoando dívidas bilionárias de bancos e empresas que só fazem acumular lucros às custas da espoliação do trabalhador...
Isso sem falar na necessária auditoria da dívida que vem sendo constantemente vetada pelos nossos presidentes (legítimos e ilegítimos)...
Isso sem falar na necessária auditoria da dívida que vem sendo constantemente vetada pelos nossos presidentes (legítimos e ilegítimos)...
E, por falar em reforma e desmontes: a Caixa Econômica Federal está sem dinheiro para financiamento da compra da casa própria...
HEGEMONIA E EDUCAÇÃO: No Teatro Poeira, Gaudêncio Frigotto denuncia o fa...
HEGEMONIA E EDUCAÇÃO: No Teatro Poeira, Gaudêncio Frigotto denuncia o fa...: Compartilho com os que acompanham o nosso blog mais um vídeo do Prof. Gaudêncio Frigotto. D urante um evento realizado no Teatro Poeira (R...
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Seis livros de tempos diferentes para refletirmos sobre o nosso tempo!
05 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva
Cada um desses livros vai lhe transportar para aspectos da realidade histórica que estamos vivendo nos dias atuais. Para alguns, o filme também é uma opção. Embora, mesmo assistindo o filme, recomendo a leitura anterior ou posterior do livro.
1. O processo, e Franz Kafka
Este é um livro que, usando a linguagem própria do universo karkiano, aborda questões sobre o cotidiano da democracia burguesa, como o direito burguês, a burocracia, a polícia, a política e o drama psicológico de um bancário envolto em um processo que ele não tem a mínima ideia de qual a sua origem, nem qual será o desfecho. Ele muitas vezes se questiona se este processo de fato está existindo ou se é um pesadelo. Um livro muito interessante, com uma linguagem envolvente e surpreendentemente leve, diante do peso das questões que permeiam a narrativa. Como todo bom livro, gerou uma adaptação em filme. Mas nesse caso o livro é bem melhor!
2. Germinal, de Émile Zola
O autor, fundador do naturalismo literário, para escrever este livro, passou dois meses trabalhando e vivendo como mineiro na extração de carvão. No livro, Zola descreve, além do cotidiano dos mineiros, o princípio da organização política e sindical da classe operária, as primeiras greves, bem como as divisões já existentes entre marxistas e anarquistas. É um livro que vale a pena ler e depois assistir ao filme Germinal (parte 1 e parte 2), baseado na obra. Os dois são ótimos!
3. Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva
Nesse livro, o autor narra com uma linguagem ao mesmo tempo leve e profunda os desafios pessoais no processo de recuperação de um acidente que, como consequência, o deixou tetraplégico, ao mesmo tempo que narra um pouco do "desaparecimento" de seu pai, o deputado cassado e preso pela Ditadura Militar, Rubens Paiva, cujo paradeiro até hoje não foi totalmente esclarecido. Uma ótima leitura que também conta com um bom filme! Mas recomendo ler o livro primeiro!
4. Ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva
Neste livro, escrito 35 anos depois de Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva narra questões relacionadas à sua vida e à de sua família, revelando questões sobre a prisão e assassinato de seu pai pela Ditadura Militar, detalhando o processo político que levou ao Golpe de 1964 e os desdobramentos do mesmo na vida política brasileira. Mas a narrativa principal gira em torno de sua mãe e de sua luta contra o Alzheimer e, sobretudo os encontros e desencontros da mulher forte e lutadora, da mãe mãe atenciosa que não consegue se ausentar totalmente, mesmo quando não lembra nem mesmo quem é. Um ótimo livro e de uma atualidade histórica inegável!
5. Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago
Uma epidemia de cegueira diferente, em que as pessoas, de repente, começam a enxergar tudo branco, atinge um país. As pessoas, no seu cotidiano, de repente, ficam cegas. O governo resolve intervir colocando as pessoas infectadas em quarentena para evitar que a epidemia se espalhe cada vez mais. De acordo com o autor "este é um livro francamente terrível". Segundo o autor, tentou dizer no livro "que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso". Tão bom quanto o livro, é o filme. Vale a pena ler e assistir!
6. Ensaio sobre a Lucidez, de José Saramago
Uma continuidade da narrativa iniciada no Ensaio sobre a Cegueira, agora a narrativa de Saramago irá perpassar um processo de "apagão cívico/democrático" que inviabiliza as eleições por falta de eleitores. Imaginem o problema que isso não vai causar para os governantes, ainda não recuperados da epidemia de cegueira que tomou conta do país anteriormente e que, assim como veio, se foi! Uma ótima leitura!
Vamos contribuir para essa lista? Mande um comentário sugerindo outras leituras sobre as questões que afligem a humanidade e que envolvem poder, exploração do trabalho e as agruras e miséria humana.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Parabéns à chapa Unidade Poli pela candidatura à Direção da EPSJV da Fiocruz
18 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva
A chapa Unidade Poli, formada por Marise Ramos, Adelyne Mendes, André Feitosa e Angélica Fonseca apresentou candidatura à Direção da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio 2017-2021, da Fiocruz- RJ. A chapa apresenta o seu projeto de gestão e conta com vários apoios importantes do cenário local e nacional. Estou tendo oportunidade de acompanhar esse processo mais de perto nas atividades do Pós-Doutorado que estou realizando sob a supervisão da professora Marise, no Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ e, como tal, integro o grupo de pessoas que apoiam esse projeto.
O resultado das eleições deram vitória à chapa concorrente, no entanto com grande votação para a chapa Unidade Poli (45% dos votos), que é mais um elemento fundamental para que possamos identificar a importância dessa candidatura e a representatividade de um projeto de escola, de formação e de relações. Só temos a agradecer a disponibilidade desta equipe e seus apoiadores para representar esse projeto na EPSJV da Fiocruz - RJ. A professora Marise Ramos assim relata o resultado dessas eleições:
"No dia 18/05/2017, quarta-feira, às 15:30, as urnas da eleição para a direção da EPSJV 2017-2021 foram abertas. O nome Marise começou a soar na apuração dos votos dos dois segmentos votantes, trabalhadores e estudantes. Inicialmente estranhei, pois somos Unidade Poli: Marise, Adelyne, Angélica e André Feitosa. São Unidade Poli também outros companheiros que ajudaram a fazer uma campanha ética, responsável, densa no conteúdo, leve nas relações, respeitosa com adversários. São Unidade Poli as pessoas que marcaram um "x" no segundo quadradinho das cédulas verdes e laranjas. Mas, ok! Muitos desses me disseram que eu os representava. Compreendi, então, porque meu nome era "cantado". Final da apuração: 45% para nós, 55% para a outra chapa. Sorri, me levantei e cumprimentei aliados e adversários. Obrigada, parabéns e boa sorte foram evocados em meio a apertos de mãos e abraços. Algumas manifestações destoaram em meio ao burburinho. Não entendi uma restrita comemoração eufórica e raivosa feita por alguém em um dado momento. Assim como não acolhi certas ironias pós-apuração. Afinal, o lema que orientou a elaboração de nossa proposta e a nossa conduta foi a Unidade. Tudo bem, a maioria do Poli não nos escolheu como dirigentes oficiais. Mas quase a metade, sim! Outras vozes, então ecoaram no Poli e reverberam na nossa candidatura! Essa é nossa vitória! Escutamos e falamos. Oferecemos nosso trabalho, nossa dedicação, nossa disposição e nosso conhecimento para uma escola que precisa ser forte. Essa oferta está viva, atravessada agora pelos afetos compartilhados na campanha! A escola saberá concluir sobre a escolha feita pela relativa "maioria". Nós saberemos conduzir nosso trabalho em coerência com os princípios que nos guiaram. Neste momento, quero agradecer o apoio e a confiança recebidos! Quero abraçar principalmente os estudantes. Esses que dão muito sentido ao nosso trabalho! Continuaremos juntos! Podem apostar! A educação profissional em saúde, no ensino, na pesquisa e na cooperação, como prática e lutas sociais, têm nosso compromisso renovado. Como serviço público, não poderá ser propriedade de nenhum grupo. Muito obrigada! É tudo o que quero dizer!" Marise Ramos
"No dia 18/05/2017, quarta-feira, às 15:30, as urnas da eleição para a direção da EPSJV 2017-2021 foram abertas. O nome Marise começou a soar na apuração dos votos dos dois segmentos votantes, trabalhadores e estudantes. Inicialmente estranhei, pois somos Unidade Poli: Marise, Adelyne, Angélica e André Feitosa. São Unidade Poli também outros companheiros que ajudaram a fazer uma campanha ética, responsável, densa no conteúdo, leve nas relações, respeitosa com adversários. São Unidade Poli as pessoas que marcaram um "x" no segundo quadradinho das cédulas verdes e laranjas. Mas, ok! Muitos desses me disseram que eu os representava. Compreendi, então, porque meu nome era "cantado". Final da apuração: 45% para nós, 55% para a outra chapa. Sorri, me levantei e cumprimentei aliados e adversários. Obrigada, parabéns e boa sorte foram evocados em meio a apertos de mãos e abraços. Algumas manifestações destoaram em meio ao burburinho. Não entendi uma restrita comemoração eufórica e raivosa feita por alguém em um dado momento. Assim como não acolhi certas ironias pós-apuração. Afinal, o lema que orientou a elaboração de nossa proposta e a nossa conduta foi a Unidade. Tudo bem, a maioria do Poli não nos escolheu como dirigentes oficiais. Mas quase a metade, sim! Outras vozes, então ecoaram no Poli e reverberam na nossa candidatura! Essa é nossa vitória! Escutamos e falamos. Oferecemos nosso trabalho, nossa dedicação, nossa disposição e nosso conhecimento para uma escola que precisa ser forte. Essa oferta está viva, atravessada agora pelos afetos compartilhados na campanha! A escola saberá concluir sobre a escolha feita pela relativa "maioria". Nós saberemos conduzir nosso trabalho em coerência com os princípios que nos guiaram. Neste momento, quero agradecer o apoio e a confiança recebidos! Quero abraçar principalmente os estudantes. Esses que dão muito sentido ao nosso trabalho! Continuaremos juntos! Podem apostar! A educação profissional em saúde, no ensino, na pesquisa e na cooperação, como prática e lutas sociais, têm nosso compromisso renovado. Como serviço público, não poderá ser propriedade de nenhum grupo. Muito obrigada! É tudo o que quero dizer!" Marise Ramos
Todos os dados públicos de seu município em uma única plataforma de pesquisa
04 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva
Que tal uma plataforma que reúna todos os dados públicos disponíveis sobre cada um dos 5570 municípios brasileiros?
Ela já foi lançada pelo Núcleo de Geotecnologias da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ): PLATAFORMA DATAPEDIA - DADOS PÚBLICOS E OFICIAIS DE TODOS OS MUNICÍPIOS BRASILEIROS.
Mas use com moderação pois, "em se tratando de pesquisa, o mais provável é a única expressão que se pode utilizar" (Super Interessante, 2016).
O golpe mais recente: inviabilizar as eleições de 2018
04 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva
Através deste ato da Presidência da Câmara dos Deputados, foi dada a largada para inviabilizar as eleições de 2018 que estão, de acordo com as pesquisas eleitorais recentes, revelando a possibilidade da eleição de Lula para Presidente da República.
José Saramago tinha razão quando disse, em entrevista para El Correo de Andalucia (2003) disse que: "O grande problema do nosso sistema democrático é que permite fazer coisas nada democráticas democraticamente".
Assim, mesmo ainda estando pagando a conta (da compra de votos do nosso parlamento) pelas últimas vezes que os mandatos majoritários passaram de quatro pra cinco anos e de cinco para quatro anos com direito à reeleição, mais uma vez nos encaminhamos para uma nova mudança (um novo golpe) no nosso jogo eleitoral...
Governo golpista dissolve Fórum Nacional de Educação
04 de maio de 2017
Katharine Ninive Pinto Silva
Através de mais um ato autocrático, o Governo Federal brasileiro dá um golpe na CONAE 2018 e, na prática, dissolve o Fórum Nacional de Educação. As entidades representativas dos segmentos que vêm construindo as Conferências Nacionais reagem com a nota de repúdio que pode ser acompanhada através do Blog Avaliação Educacional.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
HEGEMONIA E EDUCAÇÃO - Prof. Jamerson Silva: Os Dias do Cárcere. Cinebiografia de Antônio Grams...
"Eu fui condenado ao cárcere e não a não pensar"
Antonio Gramsci
Katharine Ninive Pinto Silva
03 de maio de 2017
Uma das lutas de Antonio Gramsci no cárcere foi para ter acesso a livros, papel e tinta para permanecer estudando e escrevendo. E ainda hoje, oitenta anos de sua morte no cárcere, vítima da prisão política, aquilo que escreveu e que os censores entenderam como caótico e contraditório e, por esse motivo, deixaram passar, se mostra cada vez mais atual.
O filme biográfico abaixo revela muito bem essa atualidade. Os debates entre os presos políticos revelam elementos teóricos que podem muito bem embaçar as nossas reflexões sobre as questões que vivenciados hoje.
HEGEMONIA E EDUCAÇÃO - Prof. Jamerson Silva: Os Dias do Cárcere. Cinebiografia de Antônio Grams...: Encontra-se no YouTube o filme biográfico "Antônio Gramsci. Os Dias do Cárcere", do renomado cineasta italiano Lino Del Fra . ...
Aproveito também para informar aos interessados a possibilidade de participação no Colóquio Internacional Antonio Gramsci, de 22 a 25 de agosto de 2017, no IFCH Unicamp.
Professores do mundo todo, uni-vos contra a reforma empresarial!
Katharine Ninive Pinto Silva
03 de maio de 2017
Parafraseando a célebre frase, Diane Ravitch publicou hoje um apelo aos professores do mundo todo: Professores do mundo todo, unam-se! Vocês nada têm a perder, senão a subserviência.
A publicação diz respeito à criação de uma organização de educadores para resistir à cultura orientada por testes e à privatização. Trata-se de rum grupo de educadores que está se reunindo a partir de hoje, em Roterdã, chamado "Nós, os Educadores" (We the educators).
Vamos poder acompanhar esse movimento através de link do facebook e do blog de Diane Ravitch.
Também é possível acessar a primeira publicação do movimento: We the educators - Educational technology and the personalisation, standardisation, privatisation and datafication of education.
Um pouco de Brecht e Drummond para dialogar com os dias atuais
Katharine Ninive Pinto Silva
3 de maio de 2017
Atrocidade, de acordo com o dicionário, é sinônimo de crueldade, truculência, barbaridade! Designações dos atos cometidos por uma governança fascista, misógina, homofóbica e, sobretudo, escravocrata, conservadora, corrupta e burra.
Na cidade e no campo, o braço armado dessa governança sai cometendo a violência física, não importando o gênero, a idade e mesmo o local desses atos. O que antes acontecia apenas na favela, desce para o calçadão de Fortaleza e se revela através de um tapa na cara de uma senhora que foi reclamar de algum roubo sofrido, ou coisa do tipo. O que antes acontecia só nos morros, hoje vai para o centro do Rio de Janeiro para dispersar através de bombas e tiros os manifestantes antes mesmo da manifestação acontecer. E vale tudo: desde tiro no pescoço de bibliotecária até bomba atirada diretamente em deputado da esquerda que está pedindo trégua no meio do palco. Parece que o braço armado desse governo que aí está, pensa que do pescoço pra cima é canela e só mira no meio da cara. Não importa se o atingido é um estudante mascarado cuja cara é quebrada por um capitão e seu cassetete ou se é uma adolescente de 14 anos, baleada na boca em uma ação ilegal de reintegração de posse em uma ocupação.
Mas o braço ideológico dessa governança, que hoje tem a mídia como principal veículo (além de uma parte das Igrejas), utiliza violência simbólica, mas também violência física e explícita para garantir a hegemonia dos proprietários dos meios de produção. Elas hoje se mesclam de forma cada vez mais tosca, grosseira, vulgar. Como o que aconteceu nos últimos dias em um programa de televisão: em um dia o apresentador chutou a assistente de palco na nuca (ela estava dentro de uma caixa de papelão) e ameaçou de demissão por ela não ter levado na esportiva e ter saído do palco chorando. Em outro dia, e da mesma forma tosca, esse apresentador entrevistou o Presidente ilegítimo que, por sua vez, verbalizou uma das maiores sandices da história do Brasil: "Governos precisam ter maridos, daí não quebram".
Pense!!
Pense!!
Bertolt Brecht, em Dificuldade de Governar perguntou: "Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira são coisas que custam a aprender?"
Só sendo assim!
Enquanto isso, como escreveu Carlos Drummond de Andrade:
"O poeta municipal
discute com o poeta estadual
qual deles é capaz de bater o poeta federal.
Enquanto isso o poeta federal
tira outro do nariz."
segunda-feira, 27 de março de 2017
Clique no link abaixo para baixar o e-book:
Neste E-book, sugerimos considerar a leitura dos capítulos de livro do Grupo Gestor, a saber:
SILVA, Dyovany Otaviano da, PEREIRA, Pamela Ranielle da
Silva e SILVA, Katharine Ninive Pinto. Impactos do Trabalho Docente na Educação
Integral em Escolas de Ensino Médio de Pernambuco. In: ALMEIDA, Luana Costa,
LAPLANE, Adriana Lia Friszman de e PAIXÃO, Alexandro Henrique. Mudanças atuais na sociedade brasileira e o
Sistema Nacional de Educação – Qualidade da educação pública como direito
humano. Campinas/SP: FE/UNICAMP, 2016, p. 803-845. ISBN 978-85-7713-196-9.
Link: http://www.cedes.unicamp.br/noticias/581
SILVA, Katharine Ninive Pinto, SILVA, Jamerson Antonio de
Almeida da e SANTOS, Maria Lucivânia
Souza dos. Trabalho Docente e Ensino Médio Integral em Pernambuco: uma Política
de Responsabilização Educacional. In: ALMEIDA, Luana Costa, LAPLANE, Adriana
Lia Friszman de e PAIXÃO, Alexandro Henrique. Mudanças atuais na sociedade brasileira e o Sistema Nacional de
Educação – Qualidade da educação pública como direito humano. Campinas/SP:
FE/UNICAMP, 2016, p. 956-1006. ISBN 978-85-7713-196-9. Link: http://www.cedes.unicamp.br/noticias/581
SILVA, Vanessa Cardoso da, SANTOS, Maria Lucivânia Souza dos
e SILVA, Katharine Ninive Pinto. As condições do trabalho docente diante da
implantação do Programa de Ensino Médio Integral no Estado de Pernambuco. In:
ALMEIDA, Luana Costa, LAPLANE, Adriana Lia Friszman de e PAIXÃO, Alexandro
Henrique. Mudanças atuais na sociedade
brasileira e o Sistema Nacional de Educação – Qualidade da educação pública
como direito humano. Campinas/SP: FE/UNICAMP, 2016, p. 1185-1241. ISBN 978-85-7713-196-9.
Link: http://www.cedes.unicamp.br/noticias/581
SILVA, Jamerson Antonio de Almeida da e MORAIS, Edima
Verônica de. Ensino Médio no Estado de Pernambuco: as utilizações das Escolas
de Referência em Ensino Médio. In: ALMEIDA, Luana Costa, LAPLANE, Adriana Lia
Friszman de e PAIXÃO, Alexandro Henrique. Mudanças
atuais na sociedade brasileira e o Sistema Nacional de Educação – Qualidade
da educação pública como direito humano. Campinas/SP: FE/UNICAMP, 2016, p.
562-606. ISBN 978-85-7713-196-9. Link: http://www.cedes.unicamp.br/noticias/581
terça-feira, 28 de junho de 2016
Dossiê: Políticas de Avaliação e Currículo - Revista Práxis Educativa (2016)
Pessoal,
Já é possível ler vários dos artigos que vão compor o Dossiê: Políticas de Avaliação e Currículo - Revista Práxis Educativa. Neste Dossiê, pode ser acessado o artigo Política de Avaliação e Programa de Educação Integral no Ensino Médio da Rede Estadual de Pernambuco: os limites da centralidade da avaliação nas políticas educacionais, cujos autores são Katharine Ninive Pinto Silva e Jamerson Antonio de Almeida da Silva.
Segue Resumo logo abaixo:
Já é possível ler vários dos artigos que vão compor o Dossiê: Políticas de Avaliação e Currículo - Revista Práxis Educativa. Neste Dossiê, pode ser acessado o artigo Política de Avaliação e Programa de Educação Integral no Ensino Médio da Rede Estadual de Pernambuco: os limites da centralidade da avaliação nas políticas educacionais, cujos autores são Katharine Ninive Pinto Silva e Jamerson Antonio de Almeida da Silva.
Segue Resumo logo abaixo:
Resumo
O objetivo deste artigo é avaliar a relação entre: 1. a Política de Responsabilidade Educacional, 2. a Política de Avaliação definida pela Rede Estadual de Pernambuco e 3. o processo de implementação do Programa de educação Integral (PEI) nas Escolas de Referência em Ensino Médio (EREMs) e nas Escolas Técnicas Estaduais (ETEs). Com base na análise documental e na análise de conteúdo, trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo cujos instrumentos de coleta de dados foram entrevistas com gestores, docentes, discentes e técnicos e também questionários aplicados com discentes. O referencial teórico amparou-se em Freitas (2012), Ravitch (2011), Algebaile (2009) e outros. Os resultados apontam que no processo de implementação do PEI, a avaliação por resultados está relacionada com estratégias de comando-e-controle que ampliam e intensificam a jornada escolar de docentes e discentes, como um laboratório neoliberal e gerencialista na educação. A partir desse percurso de pesquisa, conclui-se que estratégias como o aumento dos anos de estudo e da jornada escolar camuflam problemáticas como a crise do desemprego estrutural e a diminuição dos investimentos previstos nas políticas sociais como um todo.
Palavras-chave: Avaliação. Currículo. Educação Integral.
Abstract
Evaluation Policy and Integral Education Program in the High School of Pernambuco State Education System: the limits of the centrality of evaluation in education policy
This paper aimed at evaluating the results of the relationship between 1. The Educational Responsibility Policy; 2. The Evaluation Policy defined by the Pernambuco State Education System; and 3. The process of implementation of the Integral Education Program (PEI, Brazilian Portuguese abbreviation) in High School Reference Institutions (EREMs, Brazilian Portuguese abbreviation) and in the State Technical Schools (ETEs, Brazilian Portuguese abbreviation). Based on document and content analyses, a qualitative study was carried out whose data collection instruments were interviews with managers, teachers, students and technicians, along with questionnaires applied to the students. The theoretical background included Freitas (2012), Ravitch (2011), Algebaile (2009), among others. The results revealed that in the PEI implementation process, the evaluation through results is related to command-and-control strategies which broaden and intensify teachers’ and students’ school hours, working as a neoliberal and managerial laboratory in education. From this research perspective, the conclusion was that strategies such as increasing the years of study and the school hours disguise problems such as the crisis of structural unemployment and the reduction in investments provided for in social policies as a whole.
Keywords: Evaluation. Curriculum. Integral Education.
Resumen
Política de Evaluación y Programa de Educación Integral en la Red de Enseñanza de La Escuela Secundária de Pernambuco: los limites del papel central de La evaluación en las políticas educativas
El objetivo de este artículo es evaluar los resultados de la relación entre 1. la Política de Responsabilidad Educacional, 2. la Política de Evaluación adoptada por la Red Estadual de Pernambuco y 3. el proceso de implementación del Programa de Enseñanza Integral (PEI) en las Escuelas de Referencia en Enseñanza Media (EREMs) y en las Escuelas Técnicas Estaduales (ETEs). De acuerdo con análisis documental y el análisis de contenido, se constituyó una pesquisa cualitativa en que instrumentos de coleta de datos fueron entrevistas con gestores, docentes, discentes y técnicos y también cuestionarios aplicados a los discentes. El referencial teórico está amparada en Freitas (2012), Ravitch (2011), Algebaile (2009) y otros. Los resultados conllevan al proceso de implementación de PEI, la evaluación por resultados está relacionada a las estrategias de comando-y-control que amplían e intensifican la jornada escolar de docentes y discentes, como un laboratorio neoliberal y gerencial en la educación. A partir de ese trayecto de pesquisa, se concluye que estrategias como el aumento de los años de estudio y de jornada escolar camuflan problemáticas como la crisis del paro estructural y la disminución de las inversiones previstas en las políticas sociales como un todo.
Palabras clave: Evaluación. Currículo. Enseñanza Integral.
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